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Violentômetro chega à rede municipal e promove reflexão sobre violência contra a mulher entre adolescentes

2 de junho de 2026
in São Sebastião
Violentômetro chega à rede municipal e promove reflexão sobre violência contra a mulher entre adolescentes

 

 

Crédito: Iuri Cunha | PMSS
Projeto piloto da Defensoria Pública do Estado de São Paulo será desenvolvido com estudantes e busca prevenir relacionamentos abusivos

A Prefeitura de São Sebastião, por meio da Secretaria da Educação (Seduc), iniciou uma parceria com a Defensoria Pública do Estado de São Paulo para o desenvolvimento do projeto piloto ‘Prevenção da Violência contra a Mulher no Município de São Sebastião’, voltado aos estudantes do 9º ano da Escola Municipal Mathew Lucca Carmo Damasceno, localizada em Cambury, na Costa Sul do município.

A iniciativa tem como objetivo conscientizar adolescentes sobre as diferentes formas de violência contra a mulher, especialmente aquelas que muitas vezes passam despercebidas ou são naturalizadas nas relações afetivas, como a violência psicológica, o controle excessivo, o ciúme possessivo, a manipulação emocional e outros comportamentos abusivos.

O projeto foi idealizado pela defensora pública Alessandra Pinho da Silva, pela psicóloga Marília Marra de Almeida e pela assistente social Morgana Pereira Paiva, profissionais da unidade da Defensoria Pública de São Sebastião e do Centro de Atendimento Multidisciplinar (CAM). A proposta surgiu a partir das demandas observadas nos atendimentos realizados pela instituição e do diagnóstico socioterritorial desenvolvido pela equipe, que identificou a violência contra a mulher como uma das situações mais recorrentes no município.

Com duração prevista de 24 meses, o projeto utilizará metodologias participativas e atividades lúdicas para estimular a reflexão dos jovens sobre relacionamentos saudáveis, respeito mútuo e igualdade de gênero. Entre os principais recursos utilizados está o Violentômetro, ferramenta educativa que apresenta, de forma visual e acessível, diferentes comportamentos que podem configurar violência e que, muitas vezes, são vistos como atitudes normais nas relações.

Durante os encontros, os estudantes serão convidados a analisar situações do cotidiano, participar de dinâmicas coletivas e debater temas relacionados aos direitos das mulheres, à prevenção da violência e à construção de relações mais respeitosas. A proposta busca fortalecer a identificação precoce de sinais de abuso e ampliar o conhecimento dos adolescentes sobre a rede de proteção existente no município.

O projeto também se destaca pela atuação interdisciplinar. Além da equipe idealizadora, as atividades contarão com a participação do professor de História Alex Ayo Felix, que possui experiência no trabalho com adolescentes da Fundação CASA, e da socióloga Mara Laudelina Pereira Nasser, com atuação em grupos reflexivos voltados a homens autores de violência. A contribuição dos profissionais amplia o diálogo sobre juventude, relações sociais, gênero e cidadania.

Ao promover o debate sobre violência de gênero ainda na adolescência, o projeto contribui para a formação de jovens mais conscientes e preparados para construir relações baseadas no respeito, na igualdade e na cultura da não violência, fortalecendo o compromisso da rede municipal com uma educação que dialoga com os desafios da sociedade contemporânea.

#PraTodosVerem: Conjunto de fotografias que registra uma atividade educativa sobre conscientização da violência contra a mulher em uma escola pública. Em uma das imagens, estudantes, educadores e representantes da Defensoria Pública do Estado de São Paulo posam para uma foto coletiva em frente à lousa, segurando cartazes e materiais informativos. Em outra, uma estudante segura e lê um panfleto amarelo com o título “Lei Maria da Penha”. Há também uma imagem de alunos reunidos em torno de uma mesa, produzindo um cartaz azul-claro com marcas de mãos pintadas de roxo e a frase “Você acha que não machuca porque não vê sangue”. Em outra fotografia, estudantes participam de uma dinâmica em sala de aula utilizando placas com as respostas “SIM” e “NÃO”. Fim da descrição.

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